quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mulheres: O que está havendo?


Estou curtindo meu período de férias em casa, aproveitando para descansar e esquecer o mundo lá fora. Não gosto muito de ficar parada, por isso fico algum tempo no computador, toco um pouco de guitarra, como algumas porcarias (muuuitas por sinal!) e acabo sempre na frente da TV. Não sou muito fã da Globo, por isso assisto mais a Record e a Band. O que em chamou a atenção essa semana foram três casos de muita repercussão e que têm algo em comum: o Caso Mércia, o Caso Bruno e o caso da adolescente que levou 06 tiros do ex-namorado. A maioria deve saber do que eu estou falando - até porque só se fala disso por ai - e também a qual ponto em comum eu me refiro: a violência contra as mulheres cometida por ex-namorados.

Acredito que a covardia de quem comete esse tipo de crime pode ser comparada àqueles que cometem crimes envolvendo crianças. Tem gente que acha errado dizer que as mulheres são "frágeis", mas fisicamente isso é inquestionável. Ainda não contentes com essa vantagem natural, esses crápulas ainda precisaram da ajuda de amigos e parentes para sentirem-se seguros o suficientes para matar suas vítimas.

Algumas pessoas pensam que não podem chamar assassinos de crápulas porque estudam psicologia. Veja bem, eu gosto da área criminal e me interesso em estudar o comportamento humano, mas nunca vou defender assassino e nem acreditar que alguns casos têm cura. Não tenho preconceito, tanto é que adoro visitar o Manicômio Judiciário - mas isso não significa que eu tenha que apoiá-los ou aceitar que mataram por serem portadores de transtornos mentais. Alguns são, claro, mas não é o caso do Bruno ou do Mizael. Esses são verdadeiros crápulas, sim. Mataram por vaidade, por dinheiro e pelo próprio ego.

O caso da adolescente de 16 anos (que não teve o nome divulgado) me chamou muito a atenção. Ela namorou durante uma semana com um rapaz de 20 anos e resolveu terminar. Um dia ele a pegou na saída de um curso e, com a ajuda do primo, deu 06 tiros na cabeça da menina. Por incrível que pareça ela sobreviveu, porém morreu um pouco por dentro. Seu sonho era ser modelo, e ela era realmente muito bonita. Hoje, está numa cama de hospital se recuperando de uma cirurgia cerebral, perdeu a visão do olho esquerdo, está sem cabelo e com várias cicatrizes no rosto. A vida dela não vai ser mais a mesma, por isso eu acredito que 90% do plano do rapaz se concretizou.

Eliza e Mércia não tiveram a mesma "sorte". Aliás, escuto muita gente falar que a culpa foi da Eliza e acho isso um absurdo. Ela podia ser o que fosse, mas NADA, absolutamente NADA justifica o fato de ter sido morta e servir de comida para cachorros. A culpa só seria dela se fosse um caso de suicídio, pois ninguém tem o direito de julgar quem deve viver e quem deve ser condenado a morte pelos seus atos.

Uma questão relacionada ao assunto é a luta pela igualdade entre os sexos. As mulheres são modernas: trabalham, têm empregada pra fazer o trabalho doméstico, ganham seu próprio dinheiro e precisam cada vez menos dos homens. Não acho isso errado, desde que elas não queiram ocupar totalmente a mesma posição que eles . Por outro lado, os homens se incomodam porque além dessa questão profissional - que eu até considero positiva - elas querem beber como eles, transar com a mesma frequencia que eles, falar palavrões como eles e serem tratadas da mesma forma. Isso causa uma distorção da figura feminina e uma rebelião masculina, pois além de as mulheres tomarem seu lugar ainda afirmam não precisarem mais deles pra nada. Isso traz a sensação de inutilidade que pode causar a reação violenta que vimos nesses casos, principalmente no da Mércia. Ela era bonita, independente, inteligente e bem-sucedida, e ele não conseguiu aceitar a sua inutilidade. O crime em si pode ser considerado quase que um pedido desesperado de atenção, expressando a fúria masculina mais primitiva de provar "quem manda aqui".

Deixando de lado esses casos famosos, escuto muitas histórias de pessoas próximas envolvendo agressões físicas e verbais, além de ataques de ciúme sem fundamento. O que estaria causando isso? Não sei ao certo. Mas uma coisa eu posso afirmar: há uma falta de respeito e confiança muito grande entre as pessoas, seja onde for.

domingo, 4 de julho de 2010

A Lei da Atração


Depois de 14 horas de curso no Hospital das Clínicas, estou de volta - viva e com mais conteúdo! Isso prova que o estudo não mata ninguém, apesar de massacrar de vez em quando. Pois bem, tenho mil coisas para contar mas não quero falar sobre o curso hoje, e sim sobre algo que me assombra a muito tempo: a Lei da Atração. Não que ela me persiga constante (eu até que gostaria!), mas eu tenho essa dúvida cruel referente a como as coisas chegam até nós. É essa questão de sorte, destino, acaso, coincidência... Já aconteceu comigo e aposto que com vocês também, mas qual seria a melhor explicação?

Logo após o seu lançamento, fiquei muito curiosa e adquiri o livro "O Segredo". Nem me lembro quanto tempo faz, mas sei que já faz alguns anos. Tenho o dom de comprar livros que deveriam ser esclarecedores e transformá-los em dúvidas que se arrastam por muito tempo. Enfim, não me lembro de tudo o que li, mas a principal mensagem é que devemos mentalizar constantemente e de forma intensa nossos desejos, e assim o Universo se encaminha de trazê-los até nós. O livro traz alguns exemplos de pessoas que seguiram isso e se deram bem na vida e afirma que podemos atrair tudo o que desejamos.

Primeiramente gostaria de dizer que não sou contra livros de autoajuda. Vejo que muitos pacientes psiquiátricos se apoiam em algumas filosofias para conseguirem reagir a fases difíceis de suas vidas e do tratamento, e isso traz resultados. Porém, isso não significa que eu seja adepta a eles ou concorde que eles tragam benefícios para todos os seus leitores. Observo uma certa apelação - ou prepotência, talvez - de alguns autores que afirmam ter encontrado a "fórmula da vida feliz". Sabemos que felicidade constante não existe, e a promessa de oferecê-la é uma ótima mentira para tornar seu livro um best-seller. Certos leitores acabam se convencendo tanto que carregam aquele conteúdo como filosofia de vida, sendo vítimas de uma espécie de "lavagem cerebral". É a partir daí que eu considero estes livros como prejudiciais, pois a maioria não tem fundamentação científica e prometem coisas que nem todos têm condições físicas, psíquicas, culturais e socioeconômicas para alcançar. Também posso citar a questão da Fenomenologia, que defende a maneira individual que cada pessoa tem de ver o mundo, provando que essa "terapia" em massa não pode ser considerada eficaz.

Voltando ao "O Segredo", não acredito que se eu desejar muito um certo carro ele virá até mim - até porque eu faço isso a anos e até hoje ele não veio. Acredito que a peça chave disso tudo esteja ligada ao afeto e a nossa vontade de conquistar as coisas. Vejamos: eu desejo muito esse carro... Por isso, resolvo me empenho nos estudos, me formo, conquisto um emprego maravilhoso e consigo comprá-lo. O que o trouxe até mim? Foi o Universo ou o objetivo de ter o carro, que fez com que eu planejasse a minha vida e traçasse um caminho que chegasse até ele? Ou melhor, será que se eu tivesse me acomodado e ficasse em casa o tempo todo mentalizando-o, eu realmente conseguiria comprá-lo?

O livro diria que o meu objeto de desejo poderia vir até mim de qualquer forma. Mas e se eu não tivesse dinheiro, se não me inscrevesse em nenhuma promoção, não jogasse na loteria, não comprasse produtos da Jequiti, não mandasse SMS para os programas da TV e não jogasse no bicho... Será que simplesmente uma pessoa tocaria a minha campainha dizendo que tem um presente para mim? Nisso eu não acredito, mesmo! E espero de verdade que as pessoas não acreditem que podem conquistar qualquer coisa sentadas no sofá da sala.

Já passei por coincidências na minha vida e confesso que algumas não sei explicar. Mas em todas eu estava lá ou fiz algo que pudesse justificar o acontecido - nunca foi algo sobrenatural. Por isso, digo que foram coincidências e não milagres da vida moderna. Acho que devemos acreditar em nossos sonhos, por mais impossíveis que eles pareçam ser - o sonho não impõe limites. Nem tudo na vida se realiza, mas tudo o que se concretiza se dá através da ação humana; por isso, quem vive com vontade e tem amor pelo que faz e pelo que é tende a conquistar mais facilmente seus objetivos.